sábado, julho 30, 2005

Alvy as young boy sits on a sofa with his mother in an old-fashioned,
cluttered doctor's office. The doctor stands near the sofa, holding a
cigarette and listening.

MOTHER (To the doctor)
He's been depressed. All off a sudden,
he can't do anything.

DOCTOR
(Nodding)
Why are you depressed, Alvy?

MOTHER
(Nudging Alvy)
Tell Dr. Flicker.
(Young Alvy sits, his head down. His mother answers for him)
It's something he read.

DOCTOR
(Puffing on his cigarette and nodding)
Something he read, huh?

ALVY
(His head still down)
The universe is expanding.

DOCTOR
The universe is expanding?

ALVY
(Looking up at the doctor)
Well, the universe is everything, and if
it's expanding, someday it will break apart
and that would be the end of everything!

Disgusted, his mother looks at him.

MOTHER
(shouting)
What is that your business?
(she turns back to the doctor)
He stopped doing his homework.

ALVY
What's the point?

MOTHER
(Excited, gesturing with her hands)
What has the universe got to do with it?
You're here in Brooklyn! Brooklyn is not expanding!

DOCTOR (Heartily, looking down at Alvy)
It won't be expanding for billions of years
yet, Alvy. And we've gotta try to enjoy ourselves while we're here. Uh?


cena 2, Annie Hall, de Woody Allen

Outro dia, estava uma bela mulher finlandesa a passear-se pelas ruas da bica, a qual se apresentava ornamentando no topo do seu corpo um belo chapéu. Era bastante delicada e formosa. Ganhei coragem e disse-lhe:

- You made me create a little poem wich in Portuguese is: Uma mulher de chapéu, é um belo pitéu!

Ela perguntou-me então o que queria dizer e eu disse-lhe: A woman with a hat, is a nice handicraft!

Já ando a traduzir poesia pelas ruas da aldeia dos macacos. Vou mas é sacudir as estrelas.

Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim.

Osnofa

Ontem fui a uma casa de striptease, belas gatas que se moviam semi nuas e arrebatavam palmas com suas danças. Reparei no lado ouvinte da stripper, ao fim ao cabo, a mulher que está ali para se despir não faz sómente isso, também rouba empregos aos psicólogos. Se eu fosse mulher e tivesse tirado psicologia, tenho a certeza absoluta que as minhas consultas iniciar-se-iam por um striptease, tanto para ensinar as mulheres como para alegrar os homens. Mas como sou homem limito-me a pôr as glândulas salivares a trabalhar quando me sacudo por ambientes desses. Bela imigração feminina que se apresenta pelo país.

Osnofa

sexta-feira, julho 29, 2005

Vivem-se tempos estranhos na cidade, as pessoas erram entre o calor intenso e a chuva moderada, desaparecem para festivais perto de fábricas que aquecem a água do mar, e nos dias de folga chove intensamente junto à praia.
E alguns restaurantes, vá-se lá saber porquê, não vendem chocolates.

Ora, Agosto nunca foi fácil, por mais que me tentassem convencer, pois o cáuboi não tem grandes filmes para ver nas salas de cinema, mas tem finalmente algum tempo livre para tal. Ontem, depois de ler o fascinante duelo do Osnofa, lembrei-me de decifrar cinematográficamente o amor, ou esse estado inebriado que acontece ao comum dos mortais.
(O cáuboi anda desocupado...)

Annie Hall
, de Woody Allen

Diane Keaton queixa-se que não sabe cantar, que a sua voz é péssima. Woody Allen insiste que a senhora canta muito bem e de repente, diz-lhe:

- Olha, dá-me um beijo.
- Agora?
- Sim, agora. É que depois vamos lá para o apartamento e vai ser estranho porque eu nunca sei quando dar o primeiro passo. Assim, despachamos isto e depois vamos comer. Assim digerimos melhor o jantar...
- Está bem.


Punch-Drunk Love, de Paul Thomas Anderson

Adam Sandler, de personagem Barry, persegue Emily Watson, Lena, até ao Hawai e confessa-lhe a sua paixão.
No quarto de hotel ela diz-lhe:

- Estou a olhar para o teu nariz e só me apetece mastigá-lo, é tão giro.
- Estou a ver a tua cara e só me apetece esmagá-la com um martelo, és tão bonita...


O Desprezo, de Jean-Luc Godard

Brigitte Bardot, de personagem Camille, depois de perguntar ao seu marido se ele amava cada uma das partes do seu corpo (pés, coxas, nádegas, ombros, face...), pergunta-lhe:

- Então, amas-me totalmente?
- Sim, amo-te total, terna e tragicamente.
- Eu também, Paul.



Nada fácil...
to be continued

quinta-feira, julho 28, 2005

Fascinante duelo que mantenho com o alambique


Ando de há uns meses para cá aprisionado num alambique
Procuro aquela que me há de fazer esquecer a outra sereia
Sacana de mim, que sou exigente, extravagante e bostik
pois não aproveito todas que como tordos caiem na teia

Quero uma cabeça, um corpo e uma sensibilidade,
Alma falante, rosto expressivo, sonho de verão
Festa de aroma, mãos de fada, ávida curiosidade
Enfim, quero uma deusa, uma bela sem senão

Ela há-de chegar, enquanto não, continuarei
o meu duelo com o alambique, o qual ganharei


Osnofa

Brigitte Bardot is a punk rocker.
Auto-retrato bem disposto. Abertura de 2 segundos com flashada na cara.

Brigitte Bardot

Lavagem de dinheiro na baixa Lisboeta? esta peça foi "fabricada" por um dos meus vizinhos do lado. está exposta na entrada do prédio. Hoje de manhã quando saí não resisti a fotografála.

Lavagem de dinheiro

quarta-feira, julho 27, 2005

REVISTA

Hoje, enquanto comia um éclair cheio de creme li a Tokion, uma publicação que nunca me tinha passado pelas mãos. A brincadeira custa sete euros e meio e na situação financeira por que passo pareceu-me demais para uma revista que à primeira vista, se não fosse o éclair, provávelmente teria lido na retrete e juntar-se-ia ao monte de outras que vão aparecendo lá por casa.
Este número, Julho/Agosto 2005, é intitulado "the do it yourself issue" e vale aquele preço. Alêm de um grafismo porreiro tem uma série de entrevistas sem chacha a gente que fez ou anda a fazer coisas como deve ser.

Don Letts - mito do Roxy Club de Londres onde deu a conhecer reggae e dub à punkalhada. Realizador ligado aos Clash. Dono de umas rastas gigantes.



Mike Mills - designer gráfico/realizador (entrevistado por Will Oldham)

Jerry Hsu - skater/fotógrafo

Patrick Daughters - realizador (videos, Kings of Leon entre outros)

Mike Pare - artista (desenho abaixo)

Mike Pare - copyright the artist

Ainda não tive tempo para fazer uma mistura/masterização final da gravação da feromona. Com a ida para Sines estou a ver a coisa complicada...

Ó senhor Osnofe, quando é que há por aqui "Ternura"?

terça-feira, julho 26, 2005

SINES

Começa na quinta-feira o Festival de Músicas do Mundo de Sines. A programação é possívelmente a melhor de sempre e também pelo preço(5€/dia) atrevo-me de antemão - independentemente das diferenças de estilos musicais - a dizer que é o melhor de todos os festivais de 2005.

Entre outros Kimmo Pohjonen (KTU), Marc Ribot, Hermeto Pascoal ou Master Musicians of Jajouka vão tocar no castelo da cidade da costa Alentejana ao longo de três dias.
Há alguns meses que não paro de pensar no concerto dos MM Jajouka, MM Jajouka. Vou para lá na sexta-feira, com o meu filho de 5 meses (não pode perder a oportunidade de ouvir a banda de rock & roll mais velha do planeta porra!) e com a minha namorada.
E voçês?

As gravações de feromona já estão acabadas e bombam. Não tardam aqui.

sábado, julho 23, 2005

Música do Diabo / John Wayne / feromona

Frase ouvida ontem no tráfego intenso de Monsanto meia hora antes do concerto de Ali Farka Touré no anfiteatro Keil do Amaral:

"Ei!!! Isto é tudo bicha para as putas?"

Discuti com quem estava, esta música do Mali da qual nos apercebíamos derivar tanta coisa. Dos Doors aos Stones, aos blues do Delta Mississipi, ou mesmo, num final que levou o maralhal ao rubro, com Touré a tocar um instrumento que desconhecia até ontem, o psicadelismo de muita música de dança recente.
Não é por acasdo que estava lá tudo. Freaks, betos, mitras, cotas, os amigos e eu.
Grande concerto.

Mudando de assunto: já somos três a escrever aqui. Além do Osnofe, juntou-se ontem o célebre John Wayne que irá também expulsar demónios nesta página.
Seja bem aparecido cáuboi!

Amanhã deve ficar acabada uma maquete de 4 canções da feromona. Assim que der ponho aqui algo para sacar. Estou com fé naquilo...

quinta-feira, julho 21, 2005

Cara Brigitte, muito obrigado pelo convite.

Não sei como é que adivinhaste que uma das coisas que eu mais gostava de
fazer no deserto, quando estava calor, era correr de olhos fechados,
de ceroulas, botas e chapéu.

Esta coisa de ser cáuboi no meio da cidade dá que pensar. Recorro aos
jardins mas não é a mesma coisa que o deserto. Ando há anos à procura
do meu fiel cavalo, que assim que se apercebeu das sete colinas da
cidade decidiu evadir-se.
A partir desse dia não me permito determinadas liberdades...
Não posso andar por aí a dar porrada a quem merece, não posso encostar-me à primeira árvore que aparecer e adormecer à
sombra do meu fiel chapéu, não vá acordar sem ele, sem tostões e sem
arma ao lado e também não posso raptar quem eu quero para
terras distantes.

Fica tudo mais difícil sem um cavalo.

Enviei uma sugestão à Camara Municipal:
"Que tal uns dez ou vinte raças puras para quem quiser cavalgar pela cidade?
Passava logo a depressão.
Não me importo de deixar ficar o bilhete de Identidade, de qualquer
forma ninguém acredita em mim quando digo que sou o John Wayne."

Responderam-me:

"Caro John, não sei se sabe mas estamos a repensar toda a estrutura da imigração em Portugal, e neste momento também não nos convém andar por aí a fingir que somos cáubois.
Sabe, a minha situação não está muito estável e eu ando a tentar passar despercebido...

Atenciosamente
Santana

P.S:
Tem a certeza que está legal? É que posso vir a precisar de si para um cartaz promocional mas não quero arranjar chatices.."

Bom, o que aconteceu depois disto é melhor não ficar registado...
Um cáuboi tem de defender a sua honra.

meus amigos,
saudações aí em casa

quarta-feira, julho 20, 2005

Music Thing

Aficionados de material de som, instrumentos vintage, parafernália analógica estranha e microfones feitos na cozinha, ide ver: musicthing.blogspot.com.

Depois daquele post de estreia não preciso de dizer muito. Além de mim escreverá aqui o Osnofe.
Obrigado Osnofe.

Correr de Olhos Fechados

Cara Brigitte,

Tenho a dizer-te uma coisa, as primatas fêmeas que bairreiam altamente estão na sua plenipotencialidade sensual, as suas vestes tendem a ser curtas e demonstrativas da curiosidade que nesta idade o trocar de saliva, carinho e amor representam para a proliferação da primatada. Também te digo outra coisa, nos teus tempos áureos poderias fazer frente a algumas delas, mas tenho em crença que a estética medicinal evoluiu bastante nestes últimos 30 anos para ao lado delas pareceres uma simples avó. Desde já me despeço desse furor intenso que é a presença da tua lembrança enquanto actriz e símbolo sexual e te aponto o caminho da primatada como o meu. Neste caso, espero que a primatada faça como tu fizeste, ou seja, que se beijem muito, que se amem muito e que não guerreiem.

Au revoir,

Je t'embrasse.

Primata Macho


Caro Brigitte,

Obrigado pelo convitão
Força aí com o Simão
Ele que coma banana
Beijos para a Joana
O sapo e a rã demente
Beijam-se na vertente.
Sodorípara e cavalgante
Surge eterna de rompante
Em extrema ferocidade
de enorme curiosidade,
a Lua cheia de Julho
que desarruma o entulho
e faz amar os primatas,
os gatos e as gatas,
os brancos e os pretos
os porcos nos espetos
os dedos das beatas,
as vozes das musas
os olhos dos diplomatas
e as pernas das guapas,
nos saltos que usas.

Abanai-vos, ó bunda
e glândulas mamárias,
ouçam a Terra e os ritmos
dêem-se aos párias,
amamentem, não cessem
que eu não paro também.

Até ao próximo,

Osnofa

terça-feira, julho 19, 2005

the Grey Blues Bend

É raro gostar mesmo de música portuguesa cantada em Inglês. Eu sei que é preconceito e tudo o resto. Mas são mesmo poucas as bandas dentro dessa categoria que consigo ouvir.
Estou a escrever isto porque tenho andado a ouvir bastante um CD da The Grey Blues Bend que é viciante. O facto de ser de um amigo ajuda mas não é por isso que gosto. Sou amigo de algumas pessoas cuja música me dá vómitos.
Vão ao site e saquem duas das músicas que fazem parte desse CD. Oiçam-nas várias vezes e depois venham cá dizer se gostaram.
Lembra-me o Elliot Smith mas mais psicadélico.
Ao vivo no Santiago Alquimista, há uns dias, passei-me com o som deles.
O link está na coluna do lado.
Boa noite.

A SALA DE ESPECTÁCULOS

Aqui está uma foto tirada depois do concerto. O primeiro que toquei com a feromona. Num bar chamado Ribeirinha, na Ribeira do Porto. Cave... 30 e tal graus lá fora. 70 pessoas. Um belo bafo.

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segunda-feira, julho 18, 2005

PORQUE NÃO?

Então é assim. Estou blogodependente.

Em Janeiro deste ano começei um blog para ajudar a divulgar a banda em que tocava. Há mais ou menos um mês deixei de tocar com eles e continuá-lo não me pareceu fazer sentido.
Estou a ressacar forte e feio desde que parei de bloggar...
Tenho que escrever nesta merda ou começo a ter tremores e ataques de ansiedade. Sendo assim criei um novo.
Não faço ideia no que vai dar. tem o nome que tem porque - correr de olhos fechados - é o que, com a melhor das intenções, mais se faz em Portugal.

Provávelmente vou dedicar parte dele à banda nova em que toco. A feromona. Tocámos no Porto dia 10 e a coisa promete. Rock (ou morte, como diria um amigo meu).
Provávelmente tambem vou falar de uns livros e de uns discos.
E quase de certeza que vou cagar as minhas sentenças quando apanhar uma fúria com algo que já devia saber que não tenho que apanhar fúrias.
Um gajo nunca aprende.

quinta-feira, julho 14, 2005

Primeira vez

Depois do outro tive que fazer este. Mesmo que escreva para o boneco dá gozo.


com os olhos fechados