quarta-feira, maio 31, 2006

Combo's not Dead

Se o outro já era bom, o recente "Quando a alma não é pequena Vol.2" dos Dead Combo é bom pa caralho. Ao ouvir fico com vontade de fazer sacanagem (no bom sentido, não necessáriamente comer a namorada do meu melhor amigo), despejar largas quantidades de cerveja nem boa nem má pela goela abaixo para poder andar torto pelas vielas enquanto tento desesperadamente enrolar cacetes de dois palmos, tarefa impossível com o chapéu de cáuboi a tapar os olhos. E pôr bombas em sedes de companhias de seguros. A cavalo.
Pequeno acrescento de 1 de Junho: para quem possa não ter percebido, gostei muito do disco.


Em tempos, através de um alter-ego meu de nome Paulo Mácara, participei em alguns shows dos Pajorpa em bem frequentadas casas particulares da capital. Hoje em dia Mácara já só faz produção para este duo sem sentido. Fica ali a ligação para o novo site dos rapazes onde se podem ver (por agora) dois sketches, fotos e a canção "Ao meu jeito" gravada nos estúdios Barata, em Wembley.

segunda-feira, maio 29, 2006

Be your own pet
Estes putos fazem chavasco de qualidade.
Vivós putos!


















E viva o corte de cabelo do baixista.

quinta-feira, maio 25, 2006

Leilão - Pago para não ir.

Julgo que seja do interesse geral ter a hipótese de pagar para não ir ver os show da ABBA Mania, no Atlântico, lá para o fim do mês que vem. A base de licitação está nos 5€ e o leilão dura até dia 15 de Junho. Vá eu começo com uma oferta de 10€. Quem dá mais?

quarta-feira, maio 24, 2006

A primeira coisa que me veio à cabeça foi que nunca imaginei estar a aspirar o quarto quando viesse o terramoto. Pela janela tinha o rio à minha frente e havia uma garrafa de cerveja no parapeito que reluzia com o sol mesmo antes de se estampar no chão. Ouvi gritos e logo o barulho do trânsito escasso se empastelou no ranger da terra.
Não me lembro de mais nada.

terça-feira, maio 23, 2006

Mensagem recebida ontem à noite via SMS:

"Já tive o meu momento merecido mas foi cá uma ginástica... daquelas que só me acontecem a mim. E aqui estou eu com 30 anos, ca moka, a dormir em casa dos meus avós e a mudar fraldas ao meu pai.... a vida é no mínimo estranhamente imprevisível. Abraço."

Resposta:

"Pá, vou publicar essa tua mensagem no blog."

Resposta à minha resposta:

"Eheheh. Só falta acrescentares desempregado, divorciado e sem casa própria.... Oh such a perfect day."

É importante ter sentido de humor na vida.

sexta-feira, maio 19, 2006

Um poeta deve viver aquilo que escreve e escrever aquilo que vive?

segunda-feira, maio 15, 2006

Estou com uma enorme vontade de insultar escabrosamente ao desbarato. Aceitam-se sugestões dentro de qualquer temática.
Vá!

Extra de 16 de Maio:
Depois de ler o comentário do Miguel achei que este post se podia transformar numa espécie de post das lamentações. Durante os próximos séculos(esperando que o blogspot não acabe), toda a gente de todo o mundo poderia vir aqui e descarregar no que bem lhe desse mais jeito. Dizer mal e insultar é preferível mas não vou apagar rezas e afins. Das depiladoras descuidadas, das companhias de seguros, dos discos rígidos com defeito ou dos políticos, coitadinhos, irmãos dizei mal.
Nós portugueses adoramos este desporto. Em último dos últimos casos, e se a avó de quem na verdade queriamos ultrajar morreu atropelada no dia antes, podemos sempre dirigir-nos a nós próprios e dizer em voz alta "Epá sou memo'cretino."
Sendo assim já que ontem só dei o mote hoje largo a seguinte sentença:
Puta que pariu a superficialidade da maioria dos seres humanos mais a necessidade exaustiva de justificarem toda a merda que fazem com mais merda e mais superficialidade.
E aproveito também, já que ele não me atende o telemóvel, para dizer ao Mário que se me continua a engrupir com aquela erva da tanga um dia destes leva com um tijolo na fuça.

sexta-feira, maio 12, 2006

Esta semana o meu leitor de Cd's cospe tudo o que não faça parte desta lista. O gajo é caprichoso pa caraças.

Serge Gainsbourg "Balade de Melody Nelson"
Jens Lekman "When I said I wanted to be your dog"
Sufjan Stevens "Illinoise"
Isobell Campbell & Mark Lanegan "Ballad of the Broken Seas"
Neil Young "On the beach"
Quinteto Tati "Exílio"
Miles Davis "a tribute to Jack Johnson" (atenção não é o surfistacantor como deve dar para calcular)
Tv Rural uma antologia (com 2 ou 3 raridades que só eu é que tenho, eheh, nem a banda tem, é lixado).

quinta-feira, maio 11, 2006

COMO É QUE EU TENHO A PROVA DE QUE UM CARTEIRO PERDE SEMPRE AS CARTAS MAIS IMPORTANTES
ou
SUFJAN STEVENS ON THE ROCKS
por John Wayne

"Cara Brigitte
Hoje à noite antes de chegar a casa encontrei um amigo comum que costuma ir às cáuboiadas no seu cavalo branco. Ele de tempos a tempos passa cá no celeiro e alimenta o meu rocinante com uns fenos musicais de primeira categoria ou deixa umas garrafitas da sua reserva especial. Eu confidenciei-lhe:

- Epá, a brigitte é uma gaja mesmo fixe. Óptima anfitriã. Deu-me a beber um whisky muita bom, tipo Paddy. Há dois dias que não consigo beber outra coisa senão este Sufjan Stevens.
Ao que ele respondeu:
- Estás-te a passar? Há um mês e tal estive na tua quinta e deixei lá não uma, mas duas garrafas desse gajo no disco externo!
- Não deixaste nada.
- Ai deixei, deixei.
- Não deixaste nada.

Sacámos das armas. Silêncio. Grande plano da minha face. Grande plano da face dele. Mas depois reconsiderámos e guardámos as armas.

- Se calhar deixaste. - disse eu.
- Deixei pois. Até bebi um copo contigo e comentei como era diferente dos outros maltes.

Vou ser sincero. Não acreditei. Lembrei-me agora da conversa e vim confirmar. É mesmo verdade. Dois álbuns de Sufjan Stevens no disco externo. Vou ficar mesmo viciado. Obrigado. A ambos.

Saudações
John Wayne”

segunda-feira, maio 08, 2006

HHHüürrRRRRRRRRn hhhh!

VIVA BRAGA
Vim ontem de Braga onde a FEROMONA foi tocar. Fomos recebidos soberbamente pelos FREQUENCY com quem partilhámos o palco do bar USUAL (o Fernando é o maior!).
Antes do concerto fomos visitar a sala de ensaio do quinteto, a qual fica por baixo da bancada do mítico estádio 1º de Maio. Aproveitando um espaço em desuso, a câmara municipal (do ainda mais mítico Mesquita Machado) recuperou várias salas onde uma porrada de bandas locais, por 25€ mensais, faz todo o chavasco que precisar. Babámo-nos todos com as condições e elogiámos quem teve a ideia.
Podiamos ter uma coisa do género aqui em Lisboa. Alguém tem contactos na CML?

O carro apareceu. Intacto, estava em frente ao cemitério dos prazeres. Ufa.

sexta-feira, maio 05, 2006

5000 visitas. Iiiiiihonnn.
Vou pastar.

Afinal confirma-se e é já amanhã*

* É HOJE, É HOJE, eu é que tenho horários marados.

Queimas das Fitas ou Semana Académica, vai dar tudo ao mesmo.














Saudações do faroeste
John Wayne

quarta-feira, maio 03, 2006

Há uns anos, um senhor chamado Paulo Gil, grande jazzista, dizia já não me lembro a respeito de que músico, que "fala, fala mas não diz nada". Não era gozo como o sketch dos fedorentos mas uma maneira de descrever um tipo de solista virtuoso que debita rajadas de notas sem nos fazer sentir grande coisa, ou mesmo nada. Miles Davis é o oposto. Chega a ser descrito por outro grande jazzman (escapa-me o nome) como "um mau trompetista mas um excelente solista". Não o oiço assim mas percebo o que pode levar a que se o diga e, talvez por esta razão, me fascina tanto o mestre do cool.

Perdi a virgindade Kind of Bluesca já com versão remasterizada, direito a selo de "jazz materpiece" na capa e sabendo bem de antemão que não era um disco qualquer. Aos trinta segundos de So What, depois do ínicio sem tempo certo, entra aquela linha de contra-baixo arrepiante, alternada com o piano que só podia ser tocado pelo Bill Evans. Depois as marcações dos três sopros. Já estava convertido. Um minuto a seguir e a ida ao prato (com corrente) a marcar a entrada do solo de Miles dá-me assim como que uma marretada suave e uma vontade de dizer "foda-se que bom!" Quase sexual.

Já ouvi o disco todo e voltei a ouvir tantas vezes que seria giro poder ter uma estatística detalhada. É a segunda cópia (comprada entenda-se)a que oiço enquanto escrevo isto. Já "gastei" uma nos últimos dez anos. O disco passou até o "teste do restaurante" – a minha mãe tem um estabelecimento onde passa jazz e hesitei muito em levar um kind of blue para lá. Noites atrás de noites a tocar enquanto servia à mesa. Resistiu. Continuo a ouvi-lo e a passar-me com alguns pormenores. Consigo cantar boa parte dos solos integralmente. Mais os do Miles. Os do Coltrane e do Cannonball é "muita fruta".

Bem, podia ficar a dissertar sobre o disco, quem o tocou, etc, mas para quem estiver interessado em saber mais que leia o livro que me deu gana para escrever este post.
Kind of Blue: the making of the Miles Davis masterpiece (Da Capo Press 2000- $16).

Talvez mais passível de ser totalmente apreciado por músicos é de qualquer modo uma leitura que dá bastante pica a quem goste do assunto. Além de muito bem escrito, consegue ser relativamente imparcial na análise que faz – não é uma adoração à "divindade" Miles Davis mas sim um bom documento histórico sobre uma obra de arte que se tornou um icon. O livro é bem conseguido.
Começa pelo percurso dos vários músicos até se juntarem para a gravação, a qual é documentada em detalhe incluindo transcrição das conversas gravadas nas masters. A influência que teve e continua a ter é discutida no final por uma série de gente de várias estéticas musicais. Vale mesmo a pena. Compra-se no Amazon em 2ªmão por tuta e meia e compensa.

terça-feira, maio 02, 2006

Hoje só me apetece coçar e ouvir este disco.